sexta-feira, 19 de junho de 2009

Paris, La Ville-Lumière ou Laiá laiá laiá, laiá laiá laiá, laiá laiá, laiá laiá laiá... Ooooiii!!!

Chegamos na estação de trem que tava beeem atrasado. Uma meia hora, acho. Deu tempo de pegar a mala de volta e sentar pra ficar de papo olhando pessoas estranhas indo e vindo. Quando enfim embarcamos já era por volta de meia-noite e o trem de cara já me decepcionou. Só pq o outro trem noturno que eu peguei há 2 anos atrás era beeem mais bacana que esse da Trenitalia. Enfim... Entramos ao chegar na cabine nos deparamos com as outras 4 couchettes ocupadas. 6 pessoas na mesma cabine... ave de nó!! Mas beleza. Tinham umas duas mulheres que falavam uma mistura de francês com italiano com qualquer idioma africano que eu desconheço que eu só consegui me comunicar por gestos e ainda assim muito mal pq não tava rolando boa vontade da parte delas. Nada que depois de uma ajuda pra carregar as malas não arrancasse um sorriso. O cara do trem passou pra recolher os passaportes e deixamos a galera se arrumando lá e fomos pro bar. No bar, um cara deitado entre uma poltrona e outra, com as pernas no meio do corredor, gerou um pouquinho de tumulto, mas não com a gente, nunca. Depois de um vinhozinho, necessário pra dormir na couchette apertadinha, voltamos pra cabine e apaguei. Acordei com o dia claro, devidamente na França. Recebemos os passaportes e saltamos no Gare de Paris-Bercy, diferente do que eu fui da outra vez e um pouco mais distante do centro de Paris. Pegamos o metrô com uma certa dificuldade pq tinha uma quantidade absurda de gente. Saltamos em Montmartre. A primeira impressão foi de que tava no meio da 25 de março em véspera de natal. Uma loja de esquina dizia vender roupas da moda por 2e!! Tem noção da quantidade de mulher de tudo que é tipo saltando ao mesmo tempo em cima das roupas?? Se não tem, vai continuar sem. Não tirei foto, o excesso de mala meio que me impediu. Mas foi engraçado demais da conta, principalmente pq sempre rolam umas escandalosas de descendência árabe aparentemente. Deixamos as coisas no albergue, meia hora pra descarregar as fotos e fomos passear. Começamos indo ao lugar mais óbvio visto que era do lado do albergue, La Basilique du Sacré Coeur de Montmartre. Linda, imensa, cenário de um dos meus filmes favoritos e dos poucos lugares que eu ainda queria conhecer em Paris e não tinha visto na outra viagem. Mal chegando já vem aquele povo bizarro tentar fazer pulseirinha de linha no seu pulso pra te arrancar 5e como se fosse trocadinho. 5 euros né trocado não!! Óbvio que dei uma fugida! Tem vezes que a cara de latina que não fala a língua local e não fala inglês me cai muito bem, obrigada. Consegui subir, mas nem rola ver a torre, simbolo mór de Paris, de lá. Uma pena!

Descendo pegamos o metrô e fomos pro Arc de Triomphe. Giovanni estava cansado pra subir, o que me deixou incrivelmente feliz. Encarar aquela escadaria de novo a essa altura do campeonato não ia ser nada fácil... Demos uma volta por ele, fotos depois fomos passear pela elegante Avenue des Champs Elysées. Muitas lojas, muito luxo!! Entramos na Sephora, uma loja carííííssima de perfumes e cosméticos maravilhosos. Ainda bem que essas coisas nunca me chamaram muita atenção, senão eu ia pirar que nem o Giovanni. Continuamos a caminhada e, me sentindo incrivelmente cansada e morrendo de vontade de lavar o rosto e as mãos, parei pra tomar a coca-cola mais cara da minha vida!! 6 euros um copo de coca!!! Aff da Coca!! Era um barzinho com cara de ultra-moderno bem no final da avenida, o banho de gato valeu a pena, mas certeza que não sento lá nunca mais na vida! Atravessamos a rua pro Giovanni se maravilhar com os trequinhos a venda na loja do Paris Saint-Germain. Artigos de futebol não fazem muito a minha cabeça, aproveitei a meia hora que ele passou maravilhado entre as muitas camisetas e bonés de futebol pra ficar sentada no banquinho do lado de fora olhando a modinha Parisiense passando pela rua. De lá, trajeto corrido. Passamos pelo Obélisque de Louxor, na Place de la Concorde, Jardin des Tuileries, Arc de Triomphe du Carrousel até que chegamos no famoso Musée du Louvre. Tivemos que entrar, afinal, que graça tem ir em Paris e não entrar em nada? Demos uma olhada na parte egípcia que o Giovanni queria ver, fomos visitar La Joconde, mais conhecida como Mona Lisa, que dessa vez podia ser fotografada e filmada a vontade. Aproveitei, né? Na minha primeira visita mal se podia chegar perto!! Dessa vez tava tudo uma zona, o que me permitiu chegar beeem pertinho. Mas vou te contar... O Mona sem graça!! Tudo bem que ela é mega famosa, que o Leonardo tem cada quadro espetacular e que o sorriso e o olhar dela meio que chamam a atenção, mas precisava ser do tamanho de uma folha A4? Não precisava, né?? Toda reprodução que eu vejo dessa mulher é imensa e ela.... Ela tem uma sala imensa pra se mostrar num quadrinho do tamanho de uma folha A4! Enfim... Cansados, tivemos a melhor idéia de todas e caímos fora do Louvre. Fomos pro albergue tomar banho e trocar de roupa visto que pelo horário já estávamos liberados pra entrar no quarto. As nossas passagens pelos albergues da vida eram sempre tão rápidas que acabamos não conhecendo ninguém nem dos quartos que dividimos. De lá, pegamos o metrô e fomos ver a Cathédrale Notre Dame de Paris. Olhada rápida e seguimos em direção ao Quartier-Latin, onde a idéia era comprar comes e bebes pra partir pra Torre. Achamos uma lojinha onde conseguimos tudo, vinhos, queijos, salaminho, azeitonas, copos, garfos, abridor... Seguimos para pegar o Batobus, ônibus-barco que segue pelo Rio Sena e nos levou até a beira da Torre. Demos sorte e pegamos o barquinho já saindo! Meia hora depois, La Tour Eiffel!! Precisa dizer que é maravilhosa?? Precisa dizer que você só se sente verdadeiramente em Paris depois que chega aos pés da Torre?? Não sei se Giovanni ficou mais bobo quando viu a torre ou no estádio em Milão. Me arrisco a dizer que na torre o bichinho ficou maravilhado! Porque Paris é Paris, né? E lugar nenhum na Europa consegue ser mais encantador do que o Campo de Marte com a Torre em Paris. Vimos mais uma noiva tirando fotos, dessa vez no pé da Torre. Seguimos pro Parc du Champs de Mars, onde sentamos, estendemos nosso paninho e ficamos bebendo vinho e comendo quitutes franceses até meia-noite e meia. A cada hora fechada a torre começava a piscar, espetáculo a parte que durava em torno de 3 minutos. Aplausos vindo de todos os lados pra ela. Essa noite foi bacana e rendeu fácil o vídeo mais divertido da viagem. Talvez não seja tão divertido pra quem vê, mas pra quem tava lá, certeza. Até pq a zoação que a gente tocou nas ruas de Paris tentando achar um metrô que tivesse aberto depois foi das melhores!

E... No meio do caminho tinha um cara. Sabe aqueles que tentaram empurrar as pulseirinhas no início? Mais ou menos assim... Só que esse era bem mais sussa e tava vendendo uns quadros, que Giovanni insistia em parar pra olhar, sempre!! Paramos e perguntamos o preço. 15 euros um quadrinho pequetitito!! Tá, nem era pequetitito, era do tamanho da Mona... Mas 15 euros?? Eu dei risada!! O cara me olhou e veio conversar... Não, não faz isso, não precisa ser assim, a gente pode negociar. E eu contei pra ele a minha triste história de Brasileira que precisa pagar 3 reais pra cada euro gasto, coisas de terceiro mundo com moeda desvalorizada. O rapaz, mais um dos milhares de pobre imigrantes africanos que se vê em Paris (ele me falou de que país exatamente ele era, mas eu nem lembro) se sensibilizou com a pobreza da minha moeda e disse que eu podia levar o quadro que eu quisesse pelo preço que quisesse!! Hooray!!! Eu, que nem sou tão malvada assim, acabei pegando o pequenininho mesmo pela barganha de 6 euros. Tá, eu sei que 6 euros nem é tão pouco assim, mas é meio a meio, vai! No final, tenho certeza que foi lucro pros dois! :D

Foto do dia:


Vídeo do dia e o mais bacana da viagem até agora:


Mapa atualizado:

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See you!!

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